O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, vai tentar viabilizar um empréstimo, junto ao BNDES, para o Grupo Dedini tentar sair da crise em que se encontra. A afirmação foi feita pelo próprio Lupi em reunião intermediada pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, que contou com a presença do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, José Luiz Ribeiro, diretores de base do Sindicato no Grupo Dedini e diretores da empresa, inclusive seu presidente, Sérgio Leme.
A comitiva explicou a Lupi a situação do Grupo Dedini, suas causas e conseqüências. Zé Luiz disse a Lupi a preocupação dos trabalhadores em receber os salários e demais direitos e também o temor pelo fechamento da mais tradicional empresa da cidade, que tem relevância mundial.
Lupi ficou impressionado com o que representa o Grupo Dedini, principalmente com seu potencial de crescimento.
O Grupo Dedini está tentando um empréstimo junto ao BNDES. Esse aporte financeiro, no entender de sua direção, poderia representar a solução para os problemas gerados, entre outros fatores, pela inadimplência de seus clientes. A dificuldade em receber esse empréstimo é porque o Grupo Dedini tem uma dívida tributária com o BNDES, ainda de quando assumiu a DZ.
O presidente Zé Luiz fez um apelo a Lupi.''No momento os trabalhadores são os maiores prejudicados'', disse. O sindicalista relatou os constantes atrasos nos salários. ''É triste a situação, mas entendemos que podemos sair dessa com união dos trabalhadores e empresários, com a ajuda do BNDES'', disse.
Carlos Lupi elogiou e louvou a iniciativa da comitiva. ''É muito bom ver trabalhadores e a direção da empresa querendo algo em comum. Isso é de grande relevância e um exemplo para o país'', disse.
Para o ministro, não importam os números. ''Uma empresa dessa não pode fechar. Me preocupo com os empregos'', disse.
Lupi vai tentar agendar uma reunião com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, para tratar da possibilidade de empréstimo para o Grupo Dedini.
Zé Luiz ressaltou que, mais uma vez, os trabalhadores mostram que estão dispostos a colaborar e por isso merecem ser respeitados. ''O Sindicato utilizou sua força política e viabilizou essa reunião. Agora vamos tentar o acerto final. O primeiro passo já foi dado'', completou.
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